O trabalho de uma Comissão Parlamentar de Inquérito não tem como objetivo perseguir pessoas ou “caçar bruxas”. O verdadeiro papel de uma CPI é investigar os fatos, esclarecer dúvidas e apresentar à sociedade aquilo que realmente aconteceu.
Quando falamos de bens públicos, estamos falando de algo que pertence a todos nós. Tudo aquilo que está dentro da estrutura pública é patrimônio do município, ou seja, é patrimônio da população.
Durante os trabalhos da comissão, nosso papel é ouvir atentamente cada depoimento, analisar documentos e comparar as informações apresentadas. Esse processo exige responsabilidade, atenção e rigor técnico.
Ao longo das oitivas, algumas situações chamaram atenção. Em determinados casos, foram apresentadas versões diferentes sobre os mesmos fatos. Há relatos que divergem entre declarações feitas anteriormente ao Ministério Público, à Polícia Civil e à própria CPI.
Quando aparecem três versões distintas sobre o mesmo acontecimento, é natural que a comissão precise aprofundar a investigação para compreender o que realmente ocorreu.
Outro ponto importante envolve a análise de documentos relacionados ao patrimônio público. Existem registros de equipamentos que possuem avaliação de valor definida em processos administrativos anteriores.
Diante disso, surgem questionamentos importantes. Como um equipamento avaliado em dezenas de milhares de reais poderia posteriormente ser tratado como sucata ou vendido por valores extremamente baixos, como por exemplo a um real por quilo?
Essas são questões que precisam ser esclarecidas com transparência e responsabilidade.
A CPI tem justamente essa função: reunir informações, analisar fatos e apresentar à sociedade um relatório que traga clareza sobre o que aconteceu.
Investigar não é perseguir.
Investigar é proteger o patrimônio público e garantir respeito com o que pertence à população.