Sempre faço questão de dizer: Formosa tem alguns dos melhores trabalhadores da educação da região. São profissionais dedicados, comprometidos, que sabem fazer o seu trabalho e entregam resultados mesmo diante das dificuldades. Mas é impossível exigir excelência sem oferecer o mínimo de condições para que esse trabalho seja realizado.
Não adianta o professor ir para a escola se não há estrutura básica. Não é aceitável que salas de aula funcionem sem quadro adequado, com goteiras, baldes espalhados pelo chão e aulas acontecendo enquanto a chuva cai dentro da própria sala. Isso não é apenas falta de planejamento é desrespeito com quem ensina e com quem aprende.
Outro problema grave é a situação das ruas da cidade. Falar de buracos em Formosa já deixou de ser crítica e virou rotina. Não se trata mais de uma rua ou outra: a cidade inteira está tomada por crateras. Pedir uma “operação tapa-buracos” hoje soa quase irônico, porque seria necessário fazê-la em todos os bairros ao mesmo tempo.
Diante desse cenário, fica uma pergunta inevitável: onde está o secretário de obras do município?
Não se vê o secretário nas ruas, não se vê equipe organizada, planejamento, cronograma ou presença efetiva acompanhando os problemas da cidade. A população sente a ausência da gestão no dia a dia.
O período de chuvas vai acabar, mas, se nada for feito, outro ciclo de chuvas virá e Formosa continuará enfrentando os mesmos problemas: ruas esburacadas, risco para motoristas e pedestres, prejuízos para comerciantes e sofrimento diário para quem depende da cidade funcionando.
Gestão pública exige presença, ação e responsabilidade. Formosa merece mais do que discursos: merece trabalho, planejamento e respeito com sua população.